sábado, 1 de dezembro de 2012

A nova vida das Irmãs siameses

já me tiraram algumas horas de sono. Me dá uma angústia incontida só de pensar que terei de passar a vida inteira ligada, grudada a outra pessoa. Foi a mesma sensação que tive ao ver a primeira foto das garotinhas americanas Macey e Mackenzie que compartilhavam partes do corpo. Um certo amargor, uma vontade de não olhar... mas sobretudo a angústia do compartilhamento do corpo, a impossibilidade da vontade própria. Eu acho que assim como Ronnie e Donnie eu viveria dando e levando "porrada" do irmão; e apesar da visível alegria de Abigail e Brittany não consigo nem quero imaginar o que seria dividir o corpo com alguém. Mas felizmente para Macey e Mackenzie, elas compartilhavam partes não vitais, inclusive uma terceira perna, e foram separadas em uma cirurgia de 24 horas. E hoje aos sete anos levam uma vida normal, limitadas apenas pela falta de um membro inferior.

sábado, 10 de novembro de 2012

Cirurgia para separar bebês siameses mexicanos será em Goiânia

Gêmeos unidos pelo abdômen e bacia começam tratamento em janeiro. Procedimento será realizado pela equipe do especialista Zacharias Calil.
Os gêmeos siameses mexicanos unidos pelo abdômen e bacia devem desembarcar em Goiânia na primeira semana de janeiro de 2013. A data ficou acertada durante visita do cirurgião pediatra Zacharias Calil, especialista em separação de bebês nascidos com esse tipo de má formação, que foi até o México para avaliar a situação dos bebês. As crianças nasceram no dia 25 de julho em Zacatecas, a cerca de 600 quilômetros da Cidade do México, capital do país. Segundo o cirurgião, como elas têm pouco mais de um mês, terão de esperar até completar seis meses para, só então, colocar os expansores de pele, o que será realizado no Hospital Materno Infantil de Goiânia. Após a colocação dos expansores, as crianças deverão esperar quatro meses para "criar pele", necessária para fechar o abdômen e a bacia, e só então os irmãos poderão passar por cirurgia. "O ideal é que os siameses sejam separados com menos de um ano, para evitar problemas psicológicos", explica Calil. Segundo o especialista, ficou acertado que o governo de Goiás vai ceder a equipe médica, a tecnologia e o atendimento. O traslado será por conta do governo do México. Calil conta que foi procurado pela médica Gabriela Garcia, responsável pelo parto dos bebês no Hospital de La Mujer Zacatecana. Por meio da internet, ela se informou sobre a especialidade do médico goiano e entrou em contato com ele, pedindo ajuda para o caso. Avaliação A médica enviou os exames dos irmãos ao médico e Calil constatou que o caso era semelhante a uma separação de sucesso realizada em fevereiro deste ano pela sua equipe. "Temos que fazer exames para que possamos identificar a estrutura, mas não tem muita diferença dos gêmeos Israel e Levi. Na última semana, o especialista esteve no México, avaliou pessoalmente as crianças, e explicou os procedimentos aos pais. Segundo ele, os pais se sentiram seguros após saber de casos de sucesso, como o dos irmãos Israel e Levi, e aceitaram vir para Goiânia, onde já há uma estrutura e uma equipe acostumada com esse tipo de operação. Esse é o terceiro caso similar enfrentado pela equipe de Calil. Ele já atendeu 25 casos de bebês siameses e nove deles foram separados. Metade dos 18 bebês sobreviveu à cirurgia, afirma o especialista. "A estatística mundial de sobrevida é de 20% e nós tivemos sucesso em 50% dos casos", diz, explicando o motivo pelo qual ele se tornou referência em cirurgia de siameses.

sábado, 6 de outubro de 2012

Gêmeas siamesas nascem unidas pelo cóccix no Rio Grande do Norte

Casos de irmãos unidos pelo corpo ocorrem a cada 200 mil nascimentos. Este pode ser o primeiro relato de união pelo cóccix registrado no Brasil. Eucivânia Cunha e as filhas Ana Clara e Any Vitória, que nasceram unidas pelo cóccix em Natal apenas mais uma gravidez. Entretanto, na 11ª semana de gestação, a surpresa: "O médico fez minha ultrassonografia, perguntou se eu já era mãe e me disse que eu estava grávida de gêmeos. Ele me disse que eu estava numa gestação gemelar com os gêmeos colados", relembrou Eucivânia contemplando Ana Clara e Any Vitória, as meninas que nasceram unidas pelo cóccix (região glútea). De acordo com o neurocirurgião Angelo Silva Neto, que acompanhou a gestação de Eucivânia e o nascimento de Ana Clara e Any Vitória, este é um caso raro. É, segundo o médico, possivelmente, o primeiro no Brasil cujos gêmeos são unidos pela região glútea. "Os bebês serão submetidos a um procedimento cirúrgico para separação corporal", disse ele. "O caso dos gêmeos pigópagos, que são aqueles ligados pela superfície póstero-lateral da região sacro-coccigeana, é raríssimo. Geralmente ocorre um caso de gêmeos siameses a cada 200 mil nascimentos. Em relação aos pigópagos, eles se resumem a 20% dos casos de siameses. Ou seja, é a raridade da raridade", esclareceu o neurocirurgião. Nascidas no dia 12 deste mês em um hospital da rede privada de Natal, as meninas se desenvolvem dentro do que é considerado normal pela equipe médica que as acompanha. Elas amamentam como os demais bebês, tem órgãos internos e membros superiores e inferiores independentes, respondem a estímulos, não aparentam retardo mental e emitem sons comuns aos recém-nascidos. Angelo Silva Neto, neurocirurgião que acompanhou a gestação das gêmeas siamesas compartilham o mesmo ânus. A união corporal de Ana Clara e Any Vitória ocorreu no final da coluna vertebral, o que reduz os riscos de sérios danos ao desenvolvimento das recém-nascidas. "Os riscos são menores pois elas não estão ligadas pela médula. Poderão ficar sequelas, quando da separação dos corpos, pois há a comunhão de alguns nervos. Entretanto, elas poderão ter vida normal após a cirurgia", esclareceu Angelo Silva Neto. Apesar dos riscos do procedimento cirúrgico, os pais de Ana Clara e Any Vitória decidiram que as filhas serão operadas. "Fiquei assustada no início, mas entreguei a Deus", ressaltou Eucivânia Cunha. O neurocirurgião confirmou que está orientando os pais das gêmeas e a cirurgia para separação dos corpos não ocorrerá num curto intervalo de tempo. É preciso que as meninas completem pelo menos nove meses de vida, fortaleçam o organismo e multipliquem hemoglobinas para passarem pelo procedimento cirúrgico.

sábado, 8 de setembro de 2012

Brasil bate o Egito e fica com o 5º lugar no vôlei sentado masculino

.08/09/2012 12h19 - Atualizado em 08/09/2012 17h14 No último jogo em Londres, equipe conquista vitória por 3 sets a 2 Por GLOBOESPORTE.COM Londres 3 comentáriosBuscando superar o sexto lugar obtido em Pequim 2008, a seleção brasileira masculina de vôlei sentado enfrentou o Egito na manhã deste sábado. Com o quinto lugar em jogo, a equipe brasileira não decepcionou e venceu por 3 sets a 2 (25/14, 15/25, 25/21, 15/25 e 15/13). A partida começou tranquila para os brasileiros, que impuseram o ritmo de jogo no primeiro set. A vitória que parecia certa foi posta em dúvida após a disputa do segundo set, em que o Egito surpreendeu a seleção brasileira. Já na terceira parcial, os brasileiros mostraram maior domínio da partida e venceram. Com muita facilidade, os egípcios fecharam o quarto set e empataram o jogo. O tie-break foi bastante equilibrado, mas os meninos do Brasil não deram chance para o azar e garantiram a vitória. Brasil ficou com a quinta posição no vôlei sentado (Foto: Luciana Vermell/ CPB)) Com 25 pontos, Anderson Ribas foi o destaque da vitória da seleção brasileira. Gilberto Lourenço, com 10, também foi importante. Do outro lado, Mohamed Ibrahim e Ahmed Mohammed Soliman marcaram 23 e 12 pontos, respectivamente. A trajetória do Brasil nas Paralimpíadas foi instável. Após vencer a forte equipe da China na estreia, a seleção perdeu para o Irã e para a Bósnia-Herzegovina e se recuperou diante da Ruanda, mas não manteve o ritmo contra a Rússia. Antes de brigar pela quinta posição, o Brasil ainda teve que passar pelos britânicos, donos da casa.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Na trilha de Pistorius, sueco busca vaga nos Jogos Olímpicos do Rio

diariamente, às 20h30 07/09/2012 10h40 - Atualizado em 07/09/2012 12h05 Jonas Jakobson, que tem 30 medalhas paralímpicas, tentou vaga sem sucesso nas Olimpíadas de Londres Por SporTV.com Rio de Janeiro Comente agoraAs Olimpíadas de Londres já estavam na mira e o tiro por pouco não foi certeiro. O objetivo é repetir o feito do sul-africano Oscar Pistorius nos Jogos do Rio, em 2016. Em sua nona participação nas Paralimpíadas, o sueco Jonas Jakobson, de 47 anos, não precisa provar mais nada. Desde 1980, foram 30 medalhas conquistadas e pelo menos um ouro em cada edição. Na capital inglesa, a conquista veio aos 45 do segundo tempo, na carabina três posições 50m. - Eu consegui um ouro ou mais em cada Paralimpíada que estive desde 1980, foram oito Jogos antes deste. Eu realmente queria o ouro nesta nona edição e no último segundo eu consegui. Nos Jogos de Seul, em 1988, ele foi ainda mais longe. Alem de representar seu país na carabina, ajudou também o time de basquete. Ele não esquece a experiência. Jonas Jakobson já conquistou 30 medalhas em nove Paralimpíadas (Foto: Reprodução/SporTV)- Foi um trabalho duríssimo. Sempre me deslocando entre o tiro e a quadra de basquete. Atirava pela manhã e ia para o basquete à noite. Foi difícil conciliar, mas eu já tinha certeza que o tiro era minha principal competição e o basquete eu faria quando tivesse tempo. Acho que joguei umas quatro partidas - disse ao 'Conexão SporTV'. As Paralimpíadas de Atenas, em 2004, foram as mais especiais para Jakobson. Afinal, ele conquistou tudo o que disputou na Grécia, voltando para casa com quatro ouros. - Conquistei quatro ouros. Ganhei em todos os eventos que podia, em todos que competi, então, aqueles jogos foram fantásticos para mim – completou. Campeão brasileiro de tiro paralímpico, Carlos Garletti acredita que o sueco tem todas as condições de competir nas Olimpíadas do Rio. - Ele é um cara muito forte, os resultados dele são muito expressivos, tem praticamente todos os recordes da carabina. A Suécia tem muita tradição no tiro. A gente fala que os primeiros brinquedos dele devem ter sido arminhas de pressão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Brasil domina britânicos, vence e vai buscar 5º lugar contra o Egito no vôlei

.06/09/2012 16h40 - Atualizado em 06/09/2012 16h46 Seleção masculina se impõe contra os donos e vai tentar melhorar posição Por GLOBOESPORTE.COM Londres Comente agoraSe já não há mais chances de pódio, tudo o que a seleção masculina de vôlei sentado quer é se despedir dos Jogos Paralímpicos de Londres com a melhor posição possível. Nesta quinta-feira, ao se impor desde o início em quadra, os brasileiros deram mais um passo ao vencer a Grã-Bretanha por 3 sets a 0, parciais 25/20, 25/16 e 25/15, em 1h07m. Com o resultado, a equipe vai disputar o quinto lugar contra o Egito, no sábado, às 10h (horário de Brasília). Anderson Ribas foi o grande nome da seleção nesta quinta ao marcar 13 pontos. Giovani de Freitas, com 10, e Daniel Silva e Wellington Platini, ambos com sete, também foram fundamentais para a vitória. Pelos donos da casa, Charles Walker e Anton Raimondo foram os melhores, com sete pontos cada.

Brasileiras batem a Eslovênia e ficam na quinta posição do vôlei sentado

.06/09/2012 09h04 - Atualizado em 06/09/2012 10h15 Em sua primeira participação nas Paralimpíadas, seleção feminina vence disputa pelo quinto lugar por 3 sets a 1 e supera expectativas Por GLOBOESPORTE.COM Londres Comente agorasaiba mais Entenda os critérios de classificação funcional nas ParalimpíadasConheça as modalidades disputadas nas ParalimpíadasEstreante em Paralimpíadas, a seleção brasileira feminina de vôlei sentado chegou a Londres com a expectativa de ficar entre os seis primeiros da competição. Na manhã desta quinta-feira, elas fizeram melhor que isso. As meninas do Brasil derrotaram a Eslovênia por 3 sets a 1 (25/16, 25/14, 21/25 e 25/21) e terminaram os Jogos na quinta colocação. Janaina Petit, com 29 pontos, e Nathalie Silva, com 21 pontos, foram os destaques da seleção brasileira na disputa pelo quinto lugar. Do lado esloveno, as maiores pontuadoras foram Anita Urnaut, com 14, e Suzana Ocepek, com 11. As finais da modalidade acontecem nesta sexta-feira. Às 15h (de Brasília), a Ucrânia enfrenta a Holanda pela medalha de bronze. Às 17h (de Brasília), Estados Unidos e China lutam pelo ouro.