sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Eng e Chang, os Gêmeos Siameses
Mesmo sendo tratados como aberrações da natureza,
mesmo sendo explorados por agenciadores perversos, os irmãos Bunker
criaram uma história digna de ser conhecida e colocaram à mostra as
contradições de toda uma moral baseada na aparência. Apesar da união
inevitável, os dois mostraram que é possível ter vidas totalmente
separadas e, em dados momentos, até sentir raiva daquele que está,
literalmente, colado em você.
sábado, 19 de janeiro de 2013
sábado, 1 de dezembro de 2012
A nova vida das Irmãs siameses
já me tiraram algumas horas de sono. Me dá uma angústia incontida só de pensar que terei de passar a vida inteira ligada, grudada a outra pessoa. Foi a mesma sensação que tive ao ver a primeira foto das garotinhas americanas Macey e Mackenzie que compartilhavam partes do corpo.
Um certo amargor, uma vontade de não olhar... mas sobretudo a angústia do compartilhamento do corpo, a impossibilidade da vontade própria. Eu acho que assim como Ronnie e Donnie eu viveria dando e levando "porrada" do irmão; e apesar da visível alegria de Abigail e Brittany não consigo nem quero imaginar o que seria dividir o corpo com alguém. Mas felizmente para Macey e Mackenzie, elas compartilhavam partes não vitais, inclusive uma terceira perna, e foram separadas em uma cirurgia de 24 horas. E hoje aos sete anos levam uma vida normal, limitadas apenas pela falta de um membro inferior.
sábado, 10 de novembro de 2012
Cirurgia para separar bebês siameses mexicanos será em Goiânia
Gêmeos unidos pelo abdômen e bacia começam tratamento em janeiro.
Procedimento será realizado pela equipe do especialista Zacharias Calil.
Os gêmeos siameses mexicanos unidos pelo abdômen e bacia devem desembarcar em Goiânia na primeira semana de janeiro de 2013. A data ficou acertada durante visita do cirurgião pediatra Zacharias Calil, especialista em separação de bebês nascidos com esse tipo de má formação, que foi até o México para avaliar a situação dos bebês.
As crianças nasceram no dia 25 de julho em Zacatecas, a cerca de 600 quilômetros da Cidade do México, capital do país. Segundo o cirurgião, como elas têm pouco mais de um mês, terão de esperar até completar seis meses para, só então, colocar os expansores de pele, o que será realizado no Hospital Materno Infantil de Goiânia.
Após a colocação dos expansores, as crianças deverão esperar quatro meses para "criar pele", necessária para fechar o abdômen e a bacia, e só então os irmãos poderão passar por cirurgia. "O ideal é que os siameses sejam separados com menos de um ano, para evitar problemas psicológicos", explica Calil.
Segundo o especialista, ficou acertado que o governo de Goiás vai ceder a equipe médica, a tecnologia e o atendimento. O traslado será por conta do governo do México.
Calil conta que foi procurado pela médica Gabriela Garcia, responsável pelo parto dos bebês no Hospital de La Mujer Zacatecana. Por meio da internet, ela se informou sobre a especialidade do médico goiano e entrou em contato com ele, pedindo ajuda para o caso.
Avaliação
A médica enviou os exames dos irmãos ao médico e Calil constatou que o caso era semelhante a uma separação de sucesso realizada em fevereiro deste ano pela sua equipe. "Temos que fazer exames para que possamos identificar a estrutura, mas não tem muita diferença dos gêmeos Israel e Levi.
Na última semana, o especialista esteve no México, avaliou pessoalmente as crianças, e explicou os procedimentos aos pais. Segundo ele, os pais se sentiram seguros após saber de casos de sucesso, como o dos irmãos Israel e Levi, e aceitaram vir para Goiânia, onde já há uma estrutura e uma equipe acostumada com esse tipo de operação.
Esse é o terceiro caso similar enfrentado pela equipe de Calil. Ele já atendeu 25 casos de bebês siameses e nove deles foram separados. Metade dos 18 bebês sobreviveu à cirurgia, afirma o especialista. "A estatística mundial de sobrevida é de 20% e nós tivemos sucesso em 50% dos casos", diz, explicando o motivo pelo qual ele se tornou referência em cirurgia de siameses.
sábado, 6 de outubro de 2012
Gêmeas siamesas nascem unidas pelo cóccix no Rio Grande do Norte
Casos de irmãos unidos pelo corpo ocorrem a cada 200 mil nascimentos.
Este pode ser o primeiro relato de união pelo cóccix registrado no Brasil.
Eucivânia Cunha e as filhas Ana Clara e Any Vitória,
que nasceram unidas pelo cóccix em Natal
apenas mais uma gravidez. Entretanto, na 11ª semana de gestação, a surpresa: "O médico fez minha ultrassonografia, perguntou se eu já era mãe e me disse que eu estava grávida de gêmeos. Ele me disse que eu estava numa gestação gemelar com os gêmeos colados", relembrou Eucivânia contemplando Ana Clara e Any Vitória, as meninas que nasceram unidas pelo cóccix (região glútea).
De acordo com o neurocirurgião Angelo Silva Neto, que acompanhou a gestação de Eucivânia e o nascimento de Ana Clara e Any Vitória, este é um caso raro. É, segundo o médico, possivelmente, o primeiro no Brasil cujos gêmeos são unidos pela região glútea. "Os bebês serão submetidos a um procedimento cirúrgico para separação corporal", disse ele.
"O caso dos gêmeos pigópagos, que são aqueles ligados pela superfície póstero-lateral da região sacro-coccigeana, é raríssimo. Geralmente ocorre um caso de gêmeos siameses a cada 200 mil nascimentos. Em relação aos pigópagos, eles se resumem a 20% dos casos de siameses. Ou seja, é a raridade da raridade", esclareceu o neurocirurgião.
Nascidas no dia 12 deste mês em um hospital da rede privada de Natal, as meninas se desenvolvem dentro do que é considerado normal pela equipe médica que as acompanha. Elas amamentam como os demais bebês, tem órgãos internos e membros superiores e inferiores independentes, respondem a estímulos, não aparentam retardo mental e emitem sons comuns aos recém-nascidos.
Angelo Silva Neto, neurocirurgião que acompanhou
a gestação das gêmeas siamesas
compartilham o mesmo ânus. A união corporal de Ana Clara e Any Vitória ocorreu no final da coluna vertebral, o que reduz os riscos de sérios danos ao desenvolvimento das recém-nascidas. "Os riscos são menores pois elas não estão ligadas pela médula. Poderão ficar sequelas, quando da separação dos corpos, pois há a comunhão de alguns nervos. Entretanto, elas poderão ter vida normal após a cirurgia", esclareceu Angelo Silva Neto.
Apesar dos riscos do procedimento cirúrgico, os pais de Ana Clara e Any Vitória decidiram que as filhas serão operadas. "Fiquei assustada no início, mas entreguei a Deus", ressaltou Eucivânia Cunha. O neurocirurgião confirmou que está orientando os pais das gêmeas e a cirurgia para separação dos corpos não ocorrerá num curto intervalo de tempo. É preciso que as meninas completem pelo menos nove meses de vida, fortaleçam o organismo e multipliquem hemoglobinas para passarem pelo procedimento cirúrgico.
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